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| Banco Escola |
Para uma boa compreensão do sistema
educacional, precisamos compreender
alguns aspectos básicos da natureza, só recentemente revelados pela ciência. Me refiro a Teoria dos Fractais de Benoît
Mandelbrot e a Teoria do Caos, a partir de Edward Lorenz, visto que estes dois
saberes são esclarecedores da ordem na desordem, do plano na ausência de plano,
da regularidade na irregularidade, da
extrema semelhança entre a parte e o todo,
ou seja, da repetição do todo em escalas menores e das partes em escalas
maiores, assim como uma previsibilidade científica com pequena margem de erro.
Então, para compreendermos melhor
determinado sistema, basta-nos verificar
a operacionalidade de outro, correlato, porém, mais explicito ou, ainda, verificar
,conforme os preceitos voltados para operacionalidade sistêmica, fazendo o
máximo possível de observações e identificando aspectos aparentemente desconexo
por apresentarem minúsculos graus de liberdade.
Lembrando que o nexialismo é tido como certo e verdadeiro e a dúvida está em como se dá a conexão.
Com base nestas estratégias, vamos
explorar um aparente paradoxo brasileiro
onde o Brasil aparece, conforme resultados do PISA, em 36º colocado (http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/em-ranking-da-educacao-com-36-paises-brasil-fica-em-penultimo/),
a frente apenas do México. Situação, concomitantemente, corroborada pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica), que aponta um grande número de escolas com índices inferiores a 5 numa
escala de 0 a 10 (https://www.youtube.com/watch?v=S5XEnkXIsuY)
e ; embora, paradoxalmente, uma pesquisa
realizada pelo INEP em 2004 conclua que:
“De
um modo geral, os pais e mães têm um grau razoável de satisfação com a escola
pública brasileira no nível fundamental, principalmente em relação à amplitude
da rede física, às condições de acesso, facilidade de obtenção de matrícula, às
oportunidades oferecidas e à distribuição de livros didáticos.”
Bom, as pesquisas, conforme o INEP,
conclui que os pais estão satisfeitos com a rede escolar e que não qualificam da mesma forma as escolas onde seus
filhos estão matriculados. Ora são dois aspectos relevantes e contraditórios.
Sugerindo uma pesquisa inconsistente se não houver mais aprofundamento nas
análises de forma que esclareça esta ambiguidade, aparentemente, paradoxal.
Vejamos, na prática observa-se uma
postura contrária, as respostas dos pais a esta pesquisa que conclui sobre a
desqualificação das escolas dos próprios filhos pois, como se diz no âmbito sistêmico, aí ocorre um caso de teoria esposada, ou
seja: dizemos uma coisa com as palavras e outra
com as ações. Isto faz com que muitos cientistas sociais, por
inexperiência, concluam falsas verdades nas pesquisas qualitativas. Como está
claro que ocorreu nesta pesquisa do INEP. Então, neste caso basta discorrer usando o que conhecemos na prática escolar,
onde sabemos que as reuniões com pais,
em sua maioria são pouco frequentadas e que quando ações são direcionadas para estes,
exigindo o comparecimento em dias sequenciais,
de um modo geral, as presenças minguam ainda mais. Ora, isto revela certa despreocupação e, ao
mesmo tempo, é um indicativo de que as coisas, para eles, caminham bem,
conforme suas não presenças, pois se sentem seguros para não comparecerem. Isto
está em consonância com a primeira conclusão da pesquisa relativa a satisfação
positiva dos pais quanto a qualidade do ensino nas escolas públicas. Não há
paradoxo de fato.
Pois bem, isto chama minha atenção para um detalhe
que, aparentemente, escapa em certas publicações correlatas sobre educação.
Ora, se na opinião dos pais, as escolas, de um modo geral, vão bem e os outros
indicativos mostram que as escolas vão mal. Logo, posso concluir que é esta
satisfação dos pais que alimenta o mau funcionamento do processo escolar e,
acrescento, como corolário, que um determinado papel sistêmico que os pais têm
a responsabilidade de cumprir, não vem sendo cumprido por inconsciência
sistêmica quanto ao processo. Ou seja, nem os pais e nem as escolas se dão
conta de que o sistema só operará plenamente quando as partes cumprirem, na
integra, com suas funções e não falo aqui de levar os pais para a escola,
solicitar participação dos pais em tudo que a escola pretenda fazer, como
festas ou eventos. Não é isto a função sistêmica dos pais. São, apenas,
relações sociais, também importante, mas que não realiza a função sistêmica
esperada. Falo do país, das escolas e das famílias compreenderem que os
pais estão para o sistema escolar , assim como, o sistema digestório está para
o corpo humano, pois assim como este sistema nutre todo o corpo a partir dos
alimentos deglutidos, os pais são encarregados de facilitar a fixação dos
conhecimentos adquiridos por seus filhos na escola, enquanto alunos e elevá-los
a categoria de estudantes ao estudarem em casa. Ou seja, quem faz dos
alunos, estudantes, são os pais com os procedimentos corretos, pragmáticos e amorosos
na hora certa e, mais facilmente, quando a criança, por lhe faltar a capacidade
de abstração, aceita como verdade os ensinamentos que os pais, assim como,
parentes, professores e outros lhes proporcionam.
Tenho sugerido por onde dou aulas, que os pais
montem, em casa, para seus filhos o ‘banco escola,’ que é uma cadeira e
uma mesa especiais para que ali a mãe e o pai possam lhes transmitir o hábito
do estudo. Onde o aluno se transforma em
estudante realizando o processo de fixação, codificando em seu cérebro o que
deve ser preservado durante o sono restaurador, para construção de uma
aprendizagem significativa, profunda e permanente.
Por fim, agora sabendo que não há tal
paradoxo e tudo não passou de dados mau
interpretados, faz sentido considerar a ideia do banco escola como sinal
de consciência do papel dos pais dentro do sistema educacional. Se os pais
nunca forem as reuniões escolares mas ensinam seus filhos a serem estudantes, os alunos serão bons, as escolas
serão boas e o Brasil, um pais de auto superação.
Celso
Piarelli

2 comentários:
Gostei! vale salientar a questão da conscientização dos pais no fundamental papel que possuem principalmente no inicio da vida escolar do/a filho/a. Participando ativamente em casa, criando um espaço próprio para a criança estudar, ajudando a criar o hábito do estudo fazendo isso todos os dias, em horário apropriado, regularizando o horário de dormir, com no minimo 8 horas de sono. Assim formamos estudantes de verdade. Pessoas que aprendem e não esquecem. Pessoas que agem com prazer ao descobrir o grande universo que está ao seu alcance, basta ter o conhecimento e as ferramentas apropriadas. Cada um cumprindo o seu papel. Escola ensinando, pais apoiando e alunos estudando.
Conforme Pierluigi Piazzi: “Aluno é quem assiste aulas; estudante é quem estuda”, e tem mais para fixação para sempre das informações no cérebro. Ensinou: é preciso estudar (sozinho e escrevendo) todos os dias, rigorosamente, e ter uma boa noite de sono, pois é só durante o sono que a informação é transmitida para o córtex cerebral, a área que consolida informações de curto prazo em longo prazo. E para que a lição fosse realmente aprendida, recitou o que já é uma espécie de mantra entre seus alunos: “Aula dada... aula estudada... HOJE!”.
Gostei! vale salientar a questão da conscientização dos pais no fundamental papel que possuem principalmente no inicio da vida escolar do/a filho/a. Participando ativamente em casa, criando um espaço próprio para a criança estudar, ajudando a criar o hábito do estudo fazendo isso todos os dias, em horário apropriado, regularizando o horário de dormir, com no minimo 8 horas de sono. Assim formamos estudantes de verdade. Pessoas que aprendem e não esquecem. Pessoas que agem com prazer ao descobrir o grande universo que está ao seu alcance, basta ter o conhecimento e as ferramentas apropriadas. Cada um cumprindo o seu papel. Escola ensinando, pais apoiando e alunos estudando.
Conforme Pierluigi Piazzi: “Aluno é quem assiste aulas; estudante é quem estuda”, e tem mais para fixação para sempre das informações no cérebro. Ensinou: é preciso estudar (sozinho e escrevendo) todos os dias, rigorosamente, e ter uma boa noite de sono, pois é só durante o sono que a informação é transmitida para o córtex cerebral, a área que consolida informações de curto prazo em longo prazo. E para que a lição fosse realmente aprendida, recitou o que já é uma espécie de mantra entre seus alunos: “Aula dada... aula estudada... HOJE!”.
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