Para iniciar cito o
seguinte artigo da LDB:
Art. 32º. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos,
obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica
do cidadão, mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
Chamo a atenção para “
O desenvolvimento da capacidade de aprender”. Termo mais abrangente do que,
inicialmente, possa parecer e, neste artigo,
devemos considerar a necessidade de condições necessárias e suficientes
para a construção de autonomia visto que seu objetivo é a formação do indivíduo
para um perfeito desempenho social e, neste caso, acrescento: também para um
perfeito desempenho estudantil, fator preponderante para a boa formação do
indivíduo.
Considerando a questão
dos valores quanto a sua importância na formação do indivíduo, podemos
facilmente verificar que, estes, envelopam as ações de tomadas de decisões
significativas e por tanto determinam a construção histórica do indivíduo.
História esta que, por vezes, é tomada como algo além de uma história.
Assumindo , assim, o papel representativo da própria pessoa. Ora, como sabemos,
os pais são os protagonistas da formação destes valores, mesmo que não tenham
consciência disto, o que acaba, por fim, fazendo uma grande diferença quando se
trata, quantitativamente, do pequeno número de pais que se aprimoram para dar o
melhor de si a seus filhos. Resultado: assim caminha a humanidade que conforme
a intuição ou os acasos produzem qualidade formativa dos valores e, sem a
intenção consciente, também, estes pais, conseguem gerar hábitos de alavancagem
que apontam para uma boa fixação do aprendizado com ações, do tipo comandos,
dizendo: “pega seu material, senta lá na mesa e vá estudar, não quero saber de
notas baixas” e, às vezes, comandos como estes, entram em ressonância com uma
mente que aceita que há relevância neste comando e experimenta sentar e estudar
e, consequentemente colhe os bons frutos desta ação que, por repetição, se
transforma num hábito alavancador de sucesso estudantil levando este aluno até
aos ensinamentos de nível superior. Pois bem, é este acaso que precisa ser
eliminado e dar lugar a consciência capaz de construir, intencionalmente, o
hábito estudantil.
O hábito de estudar, compreendido como uma
ferramenta de aprendizado, é essencial ao aprimoramento de sua leitura de
mundo. Portanto, aprimora o aprendizado. É a chave do sucesso do aprendiz e,
esta, não está focada apenas no ensinar
e sim, também, na fixação dos conhecimentos e os pais são os seres mais
adequados para construção deste hábito em seus filhos, cumprindo, então, o seu
verdadeiro papel dentro do processo educativo.
Portanto, convém ao pai
ou mãe ou responsável que ama verdadeiramente seu filho não se esquivar de seu
dever ou obrigação. Tão importante quanto a ação de ensinar é a ação de
aprender e fixar.
Quadro resumo/complementar
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PROFESSOR
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ALUNO
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PAI
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Ensina(!) e para tal precisa,
logicamente, se preparar diariamente, se atualizando, pesquisando,
produzindo, planejando e avaliando.
Lembrando que seu ensino deve considerar todas as facilitações
necessárias para que o aluno em casa
possa, de fato, estudar, exercitar e o pai possa ajuda-lo com facilidade. Ou
seja: O professor deve ser pesquisador, líder e criativo.
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Compreende(!) e para tal precisa estar em
dia com os aprendizados anteriores, conseguindo isto somente estudando em
casa o que compreendeu em sala de aula, no mesmo dia que aprendeu, assim
como, nos dias subsequentes dando continuidade ao processo de fixação.
O aluno estudante não
precisará fazer pré-vestibular
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Coordena(!) a fixação fazendo com que o
aluno estude em casa diariamente. O
aluno estudante aprende. Aluno não estudante esquece e isto significa má
formação e um cidadão sem autonomia.
Amar o filho é merecer a
honra de ser pai ou mãe.
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